domingo, 1 de novembro de 2026

60 ANOS DE CARREIRA DA MAIOR ATRIZ DO BRASIL REGINA DUARTE E ELA FALOU NO PASSADO

 



REGINA DUARTE, atriz “Estreei na Rede Globo de Televisão, sob a direção de Daniel Filho, na novela Véu de Noiva, de Janete /Clair. Aliás, meu primeiro beijo na televisão foi com Daniel, na novela A grande viagem, de Ivani Ribeiro, na TV Excelsior, sob a direção de Walter Avancini, onde trabalhamos juntos pela primeira vez.

 


Temos uma cumplicidade profissional que se estendeu ao longo dos anos por incontáveis trabalhos, englobando, além de novelas, casos especiais, minisséries, filmes e teatro. A experiência de Daniel como ator é fundamental para seu sucesso como diretor.

 

A sensibilidade para entender o ator, ajudá-lo a compor seu personagem, saber o que pode exigir, ser paciente, humano, só é possível plenamente em um diretor que tenha conhecido o outro lado. O Daniel também tem uma sensibilidade toda especial na direção de mulheres: ele conhece muito bem a alma feminina.

 


O trabalho mais marcante que fizemos juntos e o que mais me agrada, foi Malu Mulher. É um clássico, O primeiro capítulo, que vez por outra revejo, é perfeito. Daniel conseguiu extrair o melhor da cenografia, da iluminação, dos figurinos, das câmeras. Se existe um exemplo de perfeição na televisão, é o primeiro capítulo de Malu.

 

Daniel é o profissional que, no sentido macro – de ponta a ponta -, mais conhece televisão no Brasil. Ele conhece os segredos e os mecanismos de todas as fases necessárias para a produção de um programa – e tem a qualidade única, não compartilhada por nenhum outro diretor ou produtor, de pensar um produto exclusivamente para a tevê.

 


Daniel, ao dirigir um programa, consegue ter em mente não apenas os milhões de espectadores dos grandes centros urbanos, mas também a solitária família perdida no meio da Amazônia diante de um precário aparelho preto e branco. O estilo de trabalhar de Daniel é rigoroso, exigente, típico de um diretor que sabe exatamente o que quer. Mas não é rígido e radical. Ele sabe ouvir. Mas engana-se quem pensa que ele é o tempo todo perfeito, bonzinho. Como todos nós, às vezes, ele sabe ser malvado ou cruel, mas isso faz parte do jogo. Daniel é leal, honesto e sua qualidade é a humanidade do trabalho. Com todos que trabalham com ele, dos mais humildes às estrelas.

A VOLTA DE SÉTIMO SENTIDO COMEMORA OS 60 ANOS DE CARREIRA DE REGINA DUARTE

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A Eterna Magia de Sétimo Sentido e os 60 Anos de Brilho de Regina Duarte

​Há obras que ultrapassam a barreira do tempo, transformando-se em verdadeiros patrimônios da nossa cultura. A chegada de Sétimo Sentido ao catálogo do Globoplay no próximo dia 30 de novembro, é um desses presentes raros para quem ama a teledramaturgia brasileira. E a alegria é ainda maior porque coincide com a celebração de uma marca monumental: os 60 anos de carreira da inigualável Regina Duarte.

 






​Mais do que a volta de uma novela clássica, este momento é um convite para revisitarmos a história viva da televisão e o talento de uma artista que moldou a identidade de gerações.

 







​Sétimo Sentido: Mistério, Emoção e Ousadia

​Exibida originalmente em 1982 e escrita pelo mestre Janete Clair, Sétimo Sentido marcou época ao misturar romance, drama psicológico e elementos sobrenaturais com a assinatura inconfundível de sua autora. A trama girava em torno de Luana Camará (ou melhor, da enigmática e magnética Priscila Capricce, interpretada magistralmente por Regina Duarte), Luana é uma mulher envolta em mistérios que trazia à tona questões profundas sobre a mente humana, reencarnação e memórias de vidas passadas.

 

​Ver essa obra novamente disponível no streaming é resgatar a audácia de uma época em que a televisão brasileira ousava inovar, prendendo o país inteiro diante da telinha. É a oportunidade para o público de ontem reviver memórias afetivas e para as novas gerações descobrirem a força de um texto impecável e de atuações viscerais.

 



​Regina Duarte: Seis Décadas de Alma e Emoção na TV

​Falar de Sétimo Sentido é, inevitavelmente, reverenciar a atriz que emprestou seu rosto, sua voz e seu coração a algumas das personagens mais marcantes da nossa história cultural. Completar 60 anos de carreira é coroar uma trajetória de dedicação absoluta à arte de representar.

 










​Regina Duarte não é apenas uma atriz; ela é a tradução da emoção na televisão brasileira. Desde a sua estreia, ela construiu uma galeria de mulheres inesquecíveis que refletem a alma, a força, as dores e as alegrias da mulher brasileira:

 

​A inesquecível Malu Mulher (1979), que revolucionou a discussão sobre o papel feminino na sociedade;

​A vibrante Por Amor (1997), em uma das parcerias mais emocionantes da ficção ao lado de sua filha, Gabriela Duarte;

​A marcante Roque Santeiro (1985), que parou o país como a eterna viúva Porcina;

​E, claro, a complexa Priscila Capricce de Sétimo Sentido, que agora brilha novamente para todos os assinantes do Globoplay.

​Ao longo de seis décadas, Regina nos ensinou a rir, a chorar, a refletir e a sonhar. Sua capacidade de transitar entre o drama mais profundo e a leveza com tanta naturalidade é o selo de uma verdadeira lenda viva.

 





​Um Encontro Marcante com a Nostalgia

​A estreia de Sétimo Sentido no Globoplay funciona como uma ponte mágica entre o passado e o presente. É a chance de aplaudir de pé, mais uma vez, a genialidade de Janete Clair unida ao talento monumental de Regina Duarte em seu auge criativo.

 


​Prepare a pipoca, reserve o seu lugar no sofá e deixe-se envolver por essa viagem emocionante. Parabéns, Regina Duarte, por 60 anos de uma entrega artística que mudou para sempre a nossa televisão. E parabéns a todos nós, que agora podemos aplaudir de novo a grandiosidade de Sétimo Sentido.

60 ANOS DE CARREIRA DE REGINA DUARTE EM DOSE DUPLA UMA OBRA PRIMA DE SÉTIMO SENTIDO

 



Sétimo Sentido foi uma telenovela brasileira produzida pela TV Globo e exibida de 29 de março a 8 de outubro de 1982, no horário das 20 horas. Escrita por Janete Clair, contou com 167 capítulos e teve a direção de Roberto Talma (também diretor geral), Jorge Fernando e Guel Arraes.

 









​A trama marcou a obra de Janete Clair por revisitar um tema recorrente em sua carreira: o duplo, influenciado por clássicos como Os Irmãos Karamazov, de Dostoievski.

 

​Ficha Técnica e Premissa

​Exibição: 29 de março a 8 de outubro de 1982

​Capítulos: 167

​Horário: 20h

​Autoria: Janete Clair (com finalização de Silvio de Abreu)

​Direção: Roberto Talma, Jorge Fernando e Guel Arraes

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Sinopse

​A marroquina Luana Camará (Regina Duarte) retorna ao Brasil com o objetivo de recuperar a fortuna de sua família. No passado, durante o período Vargas, seus pais foram obrigados a se exilar por motivos políticos, e Antônio Rivoredo aproveitou para passar os bens dos Camará para o seu próprio nome, nunca devolvendo o patrimônio.

 


​O grande obstáculo de Luana é Tião Bento (Francisco Cuoco), o ambicioso braço direito e administrador das empresas dos Rivoredo, que além de buscar o poder corporativo, tem a curiosa mania de guardar um pé de sapato de cada mulher que seduz. O problema se complica ainda mais porque Luana se apaixona por Rudi (Carlos Alberto Riccelli), filho de Antônio e ex-marido de Helenice (Beth Goulart). Devido aos conflitos e obstáculos, Luana chega a retornar temporariamente a Casablanca, sua cidade natal.

 





A reviravolta da novela ocorre quando Luana, que já manifestava sinais de paranormalidade e visões do futuro, sofre uma transformação radical: ela passa a ser mediunicamente possuída pelo espírito da falecida atriz italiana Priscila Capricce. Ao contrário da contida Luana, Priscila é sofisticada, sensual, descontraída e retorna com o objetivo de encontrar sua filha desaparecida (Cila) e cobrar uma promessa de vidas passadas. Curiosamente, enquanto Luana nutre ódio por Tião Bento, é o espírito de Priscila que se envolve com ele, culminando em um deslumbrante casamento cigano.

 




​Paralelamente, a novela acompanha a trajetória de Sandra (Natália do Valle), filha mais velha de Antônio Rivoredo. Criada para liderar os negócios da família como presidente das Indústrias Catarina, ela assume uma postura rígida e responsável, travando uma intensa disputa contra a influência de Tião Bento na diretoria.







As Duas Faces de um Mesmo Mistério: Luana Camará e Priscila Capricce

​O grande fascínio de Sétimo Sentido girava em torno do eletrizante contraste entre as duas personagens vividas por Regina Duarte: Luana Camará e o espírito da atriz italiana Priscila Capricce. Mais do que uma simples possessão, a convivência dessas duas personalidades em um mesmo corpo desenhou um mosaico de belezas, temperamentos e energias completamente opostas.

 






​A Essência de Luana Camará: Luana personificava a delicadeza, o sofrimento e a contensão. Marroquina de origem, ela carregava nos ombros o peso da injustiça cometida contra sua família e a dor de um amor interrompido por barreiras e preconceitos. Fisicamente e espiritualmente, Luana era a vulnerabilidade em pessoa. Sua beleza era melancólica, suave e introspectiva — marcada por um olhar marejado, traços simples e uma aura de candura que refletia seus dons paranormais e sua profunda conexão com as dores do mundo. Ela era a pureza e a resignação diante dos reveses da vida.

​A Explosão de Priscila Capricce: Em contrapartida, quando o espírito vibrante de Priscila tomava o corpo de Luana, o véu da melancolia se desfazia para dar lugar a um furacão de sensualidade, sofisticação e irreverência. Priscila era pura extroversão e audácia. Enquanto Luana sofria silenciosamente, a atriz italiana arrebatava o público e os personagens com passos de dança, roupas marcantes, um charme irresistível e uma autoconfiança inabalável. Sua beleza era exuberante, teatral e magnética — daquelas que preenchem o palco e deixam qualquer ambiente em êxtase. É justamente essa energia solar e debochada que fez Regina Duarte definir Priscila como a precursora da inesquecível Viúva Porcina.

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O Confronto dos Opostos

 


O grande trunfo da novela — e o deleite para o público — era assistir a essa gangorra psicológica. O que tornava a dinâmica irresistível era ver a mesma atriz transitar, com perfeição milimétrica, entre a mulher acuada, mística e sofredora (Luana) e a diva espirituosa e dominadora (Priscila). Enquanto Luana nutria um ódio profundo e jurado por Tião Bento, era Priscila quem, rendida por aquele mesmo magnetismo, se entregava a ele em um deslumbrante casamento cigano. Duas mulheres, duas almas e duas estéticas completamente diferentes que dividiam a mesma pele, eternizando um dos duplos mais brilhantes da história da teledramaturgia brasileira.

 








ABERTURA DA NOVELA








Elenco Principal

​Regina Duarte – Luana Camará / Priscila Capricce

​Francisco Cuoco – Tião Bento (Sebastião Bento)

​Carlos Alberto Riccelli – Rudy (Rodolfo Bergman Rivoredo)

​Natália do Valle – Sandra Bergman Rivoredo

​Eva Todor – Santinha (Maria Santa) Bergman Rivoredo

​Cláudio Cavalcanti – Danilo Mendes

​Tamara Taxman – Gisa (Gisela Rezende)

​Nicette Bruno – Sara Mendes

​Fernando Torres – Harold Bergman

​Beth Goulart – Helenice

​Armando Bogus – Valério

​Carlos Kroeber – Antônio Rivoredo

​Izabella Bicalho – Cila (filha de Priscila)

​(O elenco completo conta com dezenas de outros nomes, incluindo Paulo Guarnieri, Lisa Vieira, Sebastião Vasconcelos, entre outros).

 



​Bastidores e Curiosidades

​A Precursora de Porcina: Regina Duarte revelou em entrevistas que adorava interpretar o papel duplo. Segundo a atriz, a irreverente Priscila Capricce serviu como uma clara precursora da inesquecível Viúva Porcina, de Roque Santeiro (1985).

​Substituição na Reta Final: Faltando cerca de 40 capítulos para o fim da novela, Janete Clair precisou passar por uma cirurgia após descobrir uma doença. Para evitar alarde, a Globo escalou Silvio de Abreu para escrever os capítulos finais em segredo, enquanto Janete orientava e revisava o material.

​A Tesoura da Censura: A novela sofreu cortes rigorosos da censura desde o primeiro capítulo, gerando queixas públicas de Janete Clair de que a trama ficava "sem pé nem cabeça". O público chegou a criticar a falta de química inicial entre Luana e Rudi, sem saber que as cenas de beijo entre os dois eram proibidas por ele ser um homem casado na ficção.

​Polêmica com o Espiritismo: Estudiosos do espiritismo criticaram a premissa da possessão espiritual. Para fundamentar a história, Janete Clair estudou temas de parapsicologia e espiritismo durante um ano, contando com a assessoria da parapsicóloga Thelma Tablada. No capítulo 148, uma cena de regressão explicou que Luana e Priscila foram as gêmeas Luciana e Maria Pia em uma vida passada (1910).

​Capa da Playboy: Tamara Taxman fez tanto sucesso com a personagem Gisa que foi convidada para ilustrar a capa da revista Playboy em setembro de 1982.

​Recusa de Elenco: A personagem Gisa foi inicialmente oferecida a Débora Duarte, que recusou o papel por não ser a protagonista, abrindo espaço para o brilho de Tamara Taxman.

​Cenas Memoráveis: Marcaram época a sequência em que Priscila encena no palco a peça O Santo Inquérito (de Dias Gomes) — papel que a própria Regina Duarte já havia feito no teatro —, além do luxuoso casamento cigano entre Priscila e Tião Bento.

​Abertura Icônica: A inconfundível abertura exibia o rosto de Regina Duarte movendo-se suavemente entre estrelas numa paisagem celeste, ao som da música "As Vitrines", de Chico Buarque.

​Última Mensagem: A novela encerrou-se com uma famosa mensagem escrita por Janete Clair:​"Eu gostaria que o ser humano acreditasse que existe uma força capaz de mudar a sua vida. É bom confiar em si mesmo e esperar um novo amanhecer."

​"Eu gostaria que o ser humano acreditasse que existe uma força capaz de mudar a sua vida. É bom confiar em si mesmo e esperar um novo amanhecer."

 

 


​Trilha Sonora

​Nacional

​Gilberto Gil – "Esotérico"

​Ney Matogrosso – "Jeito de Amar"

​Maurício – "A Cada Momento"

​Luiz Gonzaga Jr. – "Ser, Fazer, Acontecer"

​Marina Lima – "Charme do Mundo"

​Chico Buarque – "As Vitrines" (Tema de abertura)

​Rita Lee – "Atlântida"

​Vinícius Cantuária – "Coisa Linda"

​Djavan – "Faltando um Pedaço" (Tema de Luana e Rudi)

​Maria Bethânia – "Atiraste uma Pedra"

​João Gilberto, Caetano Veloso e Gilberto Gil – "Disse Alguém"

​MPB-4 – "Magia"

​Cauby Peixoto – "Então Tá"




​Internacional

​Elton John – "Empty Garden"

​Duran Duran – "Anyone Out There"

​Don McLean – "Castles in the Air"

​Ray Parker Jr. – "The Other Woman"

​Udo Jürgens – "Walk Away"

​Mary Wells – "Gigolo"

​Bianco – "Silenzio"

​Vangelis – "Chariots of Fire"

​Adrian Gurvitz – "Classic"

​War – "You Got the Power"

​Rod Stewart – "How Long?"

​Patrick Cowley – "Megatron Man"

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